24 abril, 2016

Eu Estive Aqui - Gayle Forman [Livro]


" Eu Estive Aqui é a mais perfeita mescla de mistério, tragédia e romance. Gayle Forman dá ao leitor um retrato sincero da coragem necessária para continuar vivendo após uma perda devastadora." 
- Stephen Chbosky, autor de As Vantagens de ser Invisível.
Assim como o autor de um dos meus livros preferidos disse, Gayle traz com esta obra um verdadeiro retrato de como é difícil seguir em frente após perder alguém extremamente importante. O mais incrível é a maneira como a autora aborda o tema no livro e se vocês curtem histórias que provocam a curiosidade e ao mesmo tempo causam reflexões, eis aqui uma ótima dica:

Eu Estive Aqui 



Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... 
Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? 
Título Original: I Was Here
Autor: Gayle Forman
Páginas: 240
Editora: Arqueiro
Ano: 2015

Após Cody descobrir que sua melhor amiga se suicidou, a garota fica desesperada. O que estava acontecendo na vida de sua amiga? Por que Meg não lhe contou nada? Elas não eram melhores amigas, não deveriam contar tudo uma para a outra? O que poderia ter acontecido para Meg decidir acabar som sua própria vida, sem nem ao menos pensar em seus pais, irmão, nela? Lidar com a perda é difícil, ainda mais em uma cidade pequena como a que Cody mora, onde todos se conhecem e passam a supôr o possível motivo para o suicídio de sua melhor amiga. As pessoas apenas fingem ser solidárias, mas na verdade, poucas realmente se importam.

Os pais de Meg pedem para que Cody visite o antigo apartamento da filha em Tacoma, local que ela dividia com alguns amigos enquanto cursava a faculdade, para trazer os pertences que foram deixados lá. Ao organizar as coisas de sua amiga, Cody encontra o notebook de Meg, e ao vasculhá-lo descobre que há uma pasta criptografada. Cody decide então tentar descobrir o que possivelmente Meg estaria escondendo e enquanto faz suas próprias investigações conhece Ben McCallister, um guitarrista com quem sua amiga trocou emails, o que para ela, é mais um mistério. Daí, a protagonista embarca em uma busca por verdade, para descobrir quem realmente era Meg, a garota que pensava ser sua melhor amiga.

Minha opinião: Assim como John Green, Gayle Forman tem presença marcada na minha lista de autores queridos, os quais sempre leio os livros lançados. A autora do famoso Se Eu Ficar me conquistou, se tornando uma das minhas preferidas, e quando soube da existência deste livro, quis comprar na mesma hora. Gayle demonstra com esta obra o quanto merece seu posto na lista de autores famosos da atualidade, Eu Estive Aqui é doce, dramático e incrivelmente reflexivo. O enredo consegue envolver de uma forma única, utilizando a curiosidade como arma para fisgar o leitor e prendê-lo. Além de que com doses de drama, retrata como se deve lidar com uma perda devastadora, como e onde encontrar motivos para continuar seguindo em frente, pois a vida continua. Uma das qualidades que mais gosto na Gayle é o fato dela pouco utilizar o drama forçado em suas histórias, porque cá entre nós, alguns autores gostam de descrever momentos tristes de forma tão exagerada que ao final da leitura a pessoa fica a poucos passos de entrar em depressão, o que particularmente, eu não gosto. Alguns até reclamam que Gayle escreve de forma simplória demais fazendo seus personagens parecerem frios em alguns momentos dramáticos do enredo, o que eu não concordo, pois este é exatamente o diferencial dela. A autora descreve momentos tristes e dolorosos com sutileza, o que não deixa de provocar uma reflexão e comoção do leitor, então, para mim, isto é mais que válido. Nesta obra ela não foi diferente e sua protagonista Cody ao mesmo tempo em que aparentava estar arrasada com sua perda, em alguns momentos, simplesmente se manifestava alheia ao acontecimento, o que eu achei compreensível, pois se você ler o livro entenderá como a garota é forte e ao mesmo tempo é incrivelmente sensível, o que a torna única. Uma das personagens que para sempre lembrarei tamanho o carinho que criei ao decorrer dos capítulos. Outro personagem que vale a pena mencionar é o Ben (segundo personagem de livro com mesmo nome que me faz cair de amores), o guitarrista cafajeste desde seu aparecimento marcou no quesito presença (e não falo só por causa da descrição da autora sobre como o moço é fisicamente), a proposta deste garoto no enredo era algo ao qual eu tinha receio, poderia prejudicar um pouco a trama, porém Gayle soube aproveitar tão bem a função de Ben na história, que o mesmo se tornou uma peça fundamental da obra. Para saberem detalhes só lendo. Haha'

Considerações Finais: Recomendo este livro para quem ama histórias bem escritas, com ótimo desenvolvimento da trama, com mescla de mistério, drama e tragédia perfeitamente bem elaborada. Eu Estive Aqui é uma mensagem sobre como uma perda pode ser devastadora e restauradora, como cada pessoa pode lidar de maneira diferente com sua dor e tristeza, e o quanto isto é difícil. Não é tipo de livro que apenas lhe conta uma história, é um retrato fiel de como a vida é um conjunto de acontecimentos inesperados com os quais temos que lidar, independente de serem bons ou ruins. Como lidar com a culpa, dor e tristeza é absurdamente desgastante, porém, não significa que sempre passará a ser esta luta diária, pelo contrário, é passageiro no sentido de que com o tempo, se torna mais suportável. E o que fica, são sempre as memórias felizes que foram vivenciados ao lado de quem amamos e elas, sempre serão a maior herança que um ser humano pode deixar.

Como o post já tá meio grande (começo a escrever e não quero parar, perceberam? rs), deixo aqui as frases que mais me marcaram e claro, a frase mais importante e comovente do livro, a que encerrou o livro com chave de ouro.

" É assim que funciona com as mentiras? A primeira é difícil, a segunda é mais fácil, até que saem da sua boca com mais facilidade do que as verdades - talvez porque sejam mais fáceis do que elas. "

" Sentir seus próprios sentimentos é um ato de bravura."


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